Música Cristã é um negócio secular? - parte1

Sim e não. Veja bem: 90% das músicas cantadas em nossos hinários e gravadas por artistas religiosos são patrimônio das cinco grandes indústrias da música:

AOL Time-Warner,
Universal,
BMG,
Sony e
EMI.

Estas grandes multinacionais são donas ou acionistas dos principais selos e gravadoras cristãs e tudo é decidido por pessoas com uma visão empresarial secular de lucro.

Existem muitos artistas independentes que sobrevivem da venda de seus CDs em igrejas locais ou livrarias evangélicas. Mas os mais famosos, e que mais vendem, são propriedade das poderosas gravadoras seculares.

As principais gravadoras brasileiras são:

a MK Music Brasil,
a Line Records e
a Gospel Records.

Pelo que consta, a pioneira é a Gospel Records que está vinculada a Igreja Renascer, fundação do casal Hernandes criada em São Paulo em 1990.

Quer dizer que o hino do hinário que eu canto é parte de um esquema financeiro secular poderoso?

Infelizmente, tenho que dizer que a maior parte do que foi produzido nestes últimos anos sim. Os compositores não fizeram suas músicas com a intenção descrita acima, mas a necessidade de sobrevivência os motivou a vender os direitos de exploração comercial destas canções para as editoras que foram vendidas para as multinacionais.

O que esse fato afeta o ministério de música em minha igreja?

Com o desaparecimento da música coral ou conjunto misto no final dos anos 80, o movimento CCM (Música Cristã Contemporânea) caracterizou-se pelo surgimento dos chamados "artistas cristãos". Diversos artistas da música evangélica se tornaram conhecidos e cada vez mais os elementos musicais se aproximavam dos artistas seculares em sucesso na época.
Hoje, para cada Backstreet Boys e Britney Spears secular, o meio gospel tem o seu artista "cover". Naturalmente alguns cuidados são tomados, por exemplo:
as letras são neutras, as capas são mais comportadas, mas muitas vezes os mesmos músicos, produtores, compositores seculares, escrevem para os cds evangélicos.

Não quero com isso dizer que a participação de pessoas não cristãs no processo seja ruim...
O que quero é mostrar que, na maioria das vezes, pessoas seculares estão determinando o que vai ser consumido em música evangélica. E a motivação de pessoas seculares quanto à comercialização do produto e produção em massa deve sempre estar em segundo plano à verdadeira motivação evangélica de propagar o evangelho de Cristo na terra.

Tenho alguns exemplos:
O Roupa Nova produziu o cd da Aline Barros;
o Patrick Leonard, produtor da Madonna, produziu um dos cds do Michael Smith.

Não vejo problema músicos tocando ou interpretando música cristã. Mas, me preocupo, com pessoas não cristãs criando e produzindo a música que mais tarde é cantada na igreja.

É mais ou menos como os jornalistas da Globo ou da revista Caras escrevendo os sermões que serão pregados em nossas igrejas. Pode? Não deveria, mas é o que está acontecendo...

A igreja, como sal da terra, deveria estar influenciando o mundo, e não o contrário. Qual é a motivação de nossos artistas evangélicos? Será que foi perdida no caminho de gravadoras, produtores e influências seculares?

Opinie... escreva abaixo na palavra "comments" (comentários). :D


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